sábado, 7 de abril de 2012

O 112º post - Eu gosto.

Eu gosto de lambidas no nariz e mordidas nos pés. Histórias no meio da noite pra esquecer do bicho papão e cafunés para sarar da insônia. Talvez um abraço, talvez um beijo ou pode até ser um peido, dependendo de quem vem, é sempre muito bom. Se eu pudesse eu seria um guia, até mesmo nos lugares pelos quais eu não passei, viveria muito bem sem doces e sem refrigerante. Na verdade, viveria até melhor. Um açaí para fechar a tarde, mas sem frescuras de granola ou morango, açaí puro. Tudo bem, se for pra dividir, pode colocar o que quiser. Eu não consigo dormir virado para a porta, tenho pesadelos, mas se estiver me vigiando, quem sabe? Talvez eu até consiga sonhar. Falando em sonhos, me desculpa não ter ido hoje, eu estava meio distante. E também que iam perguntar. Promete não perguntar? Então tá, boa noite.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O 111º post - Títulos nunca foram o meu forte

É incrível, quanto mais sinto, menos consigo dizer. Hoje me propuseram que colocasse tudo em uma mochila e ateasse fogo. Me parece uma boa ideia, seria uma ótima forma de recomeçar, apesar de que colocar nas costas e sair andando também não me parece uma alternativa ruim... Mas a verdade é que minhas reflexões sobre tudo isso duraram pouco. A verdade é que sem que eu percebesse eu já recomecei. Mais do que isso, eu renasci. Ou resurgi, não sei. É agora que começa aquilo de sentir e não conseguir dizer, e eu entro inevitavelmente entro naquele velho clichê: "Palavra nenhuma é o bastante para descrever isso". Posso esquecer a mochila em qualquer lugar, e ainda assim vou estar levando o que eu preciso. Minhas mãos vazias, mas ainda sinto elas sendo tocadas, assim como eu sinto todos os desejos de boa noite. Caminho. Longo caminho. Por mais que a areia cubra meus pés, eles sempre vão estar lá, com toda a força para continuar, porque eu a encontrei. Caminho. Longo caminho. Mas um dia chego...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O 110º post - Pode ser que isso não faça sentido para alguns

Eu pedi, eu precisei, em alguns momentos tive a audácia de dizer que não conseguiria viver sem, mas no fundo eu sabia que meu grande problema não era o fato de não ter, a grande questão era que eu sabia que poderia ter. A verdade é que na maioria das vezes você só sente de falta de algo, porque você sabe que pode ter. Você sofre, você chora, você morre pelo simples fato de saber que é capaz. E porque você não tenta usar essa sua "capacidade" a seu favor? Porque essa sua confiança enrustida não te mantem de cabeça erguida? Porque você não pode? ... Ah, como eu queria esquecer do dia em que eu conheci tudo isso.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O 109º post - Paradoxo vantajoso da insignificância

Amor, meu amor, a má notícia é que já estamos mortos. Não, não chora, é tarde demais para nos lamentarmos. Mas veja só o lado bom: agora somos livres! Se findou tudo o que tinha para acabar, não temos mais nada a perder. Não temos o que temer, nem o que sonhar. Não temos nada. Não somos nada. Eu sei que no início isso pode parecer um tanto quanto assustador, mas você se acostuma. Depois do fim, você só tem momentos, que independente do que você fizer deles nada vai mudar, depois do fim você há nada para ser mudado. Senta aí, toma um café, curte o momento, me deixa curtir você, porque daqui a alguns instante, isso não vai significar nada.

domingo, 22 de janeiro de 2012

O 108º post - Às vezes eu olho pro espelho e tento contato

Você não deveria jogar seus problemas em cima das pessoas. Muito menos em cima de você mesmo. Certo, se você acha que nada do que você fizer vai fazer alguma diferença seria melhor você não fazer nada, né? Dependendo do ponto de vista, ficar esperando que todos os seus problemas se resolvam milagrosamente do dia para a noite pode não ser uma ideia tão ruim. Essas coisas acontecem, você viu ontem mesmo naquele filme. Eu me lembro muito bem: quando você era mais novo, achava que tudo era o fim do mundo, então você cresceu e passou a não seimportar com nada, mas eu não entendo como você chegou a esse ponto. Parece que tudo já acabou a muito tempo, mas você não dá a mínima a respeito. Você acha nada vai mudar, você não tem esperança, então porque não para? Você desistiu de você. De mim. De nós. De todos os outros. Mas ainda assim você luta por todos, não faz o menor sentido. Isso pra mim não é desistir. Eu sei, eu nunca vou te entender, e no fundo, eu não quero te convencer, então pode ser, continua assim. No fim das contas, acho que você é só um "bom rapaz" mesmo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O 107º post - Talvez eu deva começar a acreditar em fantasmas

Eu não sei se foi o tempo que está passando devagar ou se fui eu que consegui fazê-lo parar de vez. Mas afinal, porque eu estou aqui mesmo? Talvez eu deva tomar um banho, me barbear, ficar pelo menos apresentável, eu estou um lixo! Acho que estou esquecendo de algo, na minha agenda tenho encontrados marcados com pessoas que eu não sei quem são. Na última vez eu encontrei aquela garota, se não me engano, ela não anda mais por essas bandas, foi embora por algum motivo que não explicou a certo, acho que tinha algo a ver com problemas sentimentais, não tenho certeza. Pensando bem, na verdade eu nem tenho certeza se ela existe mesmo, ou será que sou eu que não existo? Talvez eu só exista de vez e por isso eu não esteja muito ligado no que acontece por aqui. Sei lá, acho que no fim das contas, a existência é só uma questão de opinião. Bom, segundo a minha agenda, eu deveria encontrar alguém aqui, melhor esperar. Espero que possamos nos ver.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O 106º post - Ou talvez eu esteja vendo tudo por uma perspectiva muito errada

A questão não é morrer, o grande problema é quando você morre mas continua vivo. É como se você estivesse carregando nas costas tudo que você passou, todos os traumas, medos e derrotas . E então você simplesmente nunca está em paz... Você não tem mais aquele sentimento de tristeza ou de dor, você não tem mais nenhum sentimento que você conhecia, mas você se incomoda com sua própria existência. Você continua acreditando em todos os sonhos, mas você não acredita mais em si mesmo, e não adianta culpar nada nem ninguém por isso. Você não pode fazer nada, você simplesmente espera, sem esperanças, que aquele garoto que você foi um dia reacorde e te reensine a viver.